Publicação atualizada em 19 de abril de 2026 por Gil Carlos
Google vai penalizar sites que sequestram o botão voltar a partir de 15 de junho de 2026. Entenda o que é essa prática abusiva e como a mudança melhora sua navegação.ú
Direto ao ponto
Certa vez, eu estava visitando um site de promoções de viagens. Tentei voltar para a página que me levou até lá, mas o navegador não obedecia. Clicava no botão de voltar e a mesma página simplesmente recarregava. No fim das contas, não consegui retornar ao site de origem. Tive que fechar tudo e começar a navegação do zero.
Quem nunca passou por essa irritação?
Pois é, essa situação tem um nome bem sugestivo: sequestro do botão voltar. Em inglês, chamam de back button hijacking.
O que é e por que fazem isso?
Trata-se de uma técnica antiga e nada nobre.
Basicamente, o site manipula o seu histórico de navegação. Assim, quando você clica para voltar, ele impede que você saia dali. O objetivo é forçar você a ficar mais tempo na página.
Isso serve para vários propósitos nada nobres: Pode ser para você ver mais anúncios do que gostaria. Ou para inflar artificialmente as visualizações de página. Consequentemente, isso pode melhorar a percepção do site para os mecanismos de busca.
A lógica por trás disso é: se os usuários “passam” mais tempo no site, ele deve ser mais relevante, certo? Errado.
A boa notícia: o Google vai agir
Felizmente, essa história está com os dias contados.
O Google anunciou oficialmente que vai penalizar os sites que usam essa prática. A empresa classifica a ação como uma “prática maliciosa de spam”.
A partir do dia 15 de junho de 2026, a nova política entra em vigor.
A partir dessa data, os sites que fizerem o sequestro do botão voltar estarão sujeitos a ações manuais ou rebaixamentos automáticos nos resultados de busca. Isso significa que podem perder posições importantes no ranking e, claro, perder muitos visitantes.
Como isso vai funcionar?

O Google está sendo bem claro. Ele vai considerar o sequestro do botão voltar uma violação explícita de suas políticas.
Essa prática cria uma incompatibilidade entre o que você espera (voltar para a página anterior) e o que realmente acontece (ficar preso em um loop). O resultado é uma experiência negativa e enganosa.
Para os donos de sites, o recado é direto: não interfiram no funcionamento normal do histórico do navegador.
É preciso revisar os scripts e códigos do site. Muitas vezes, o problema pode estar em bibliotecas de terceiros ou em plataformas de publicidade integradas à página. O ideal é remover qualquer código que insira páginas indesejadas no histórico do usuário.
Para mais detalhes técnicos, você pode consultar a fonte oficial do assunto no blog do Google para desenvolvedores. Lá você encontra todas as informações e orientações para se adequar.
Essa mudança é um grande passo para uma web menos abusiva.
Afinal, ninguém merece se sentir preso em um site contra a própria vontade. Essa atitude corrói a confiança do usuário e torna a experiência de navegar online muito pior.
Com a nova política do Google, a expectativa é que os sites limpem essa prática nociva. Assim, o botão de voltar volta a fazer exatamente o que promete: levar você de volta, sem truques e sem frustrações.





















