Publicação atualizada em 17 de abril de 2026 por Gil Mapas
Canadá avalia mudança no eTA. A solicitação pode incluir leitura digital do passaporte para reduzir erros e agilizar a entrada de dados no formulário online.
Direto ao ponto
Fim do Formulário Manual? O Que Muda no eTA do Canadá
Viajantes que planejam visitar o Canadá em breve poderão notar uma diferença no processo de Autorização Eletrônica de Viagem. Solicitar uma eTA talvez deixe de ser apenas preencher campos em uma tela. O governo canadense estuda agora um sistema de captura digital de dados do passaporte.
Mas calma. Isso não significa uma nova burocracia impossível de resolver. A ideia central é que a tecnologia leia seu documento de forma automática. Com isso, boa parte do formulário seria preenchida sozinha. O objetivo principal é cortar pela raiz os erros de digitação. Além disso, a verificação de segurança fica mais forte logo no início do pedido.
Esse movimento não é novidade no mundo. Algo muito parecido já acontece com o ETA do Reino Unido. Por lá, o aplicativo usa a câmera do celular e a tecnologia NFC para ler o chip do passaporte. Os dados biométricos são coletados em tempo real. Portanto, o Canadá parece seguir uma tendência global de triagem prévia mais moderna.
Uma Proposta para o Futuro e Não uma Regra Imediata
Antes de se preocupar com a próxima viagem, é bom entender o estágio atual dessa ideia.
Na verdade, a informação consta no “Plano Regulatório Futuro: 2026-2028”. É uma proposta de mudança no Regulamento de Imigração e Proteção de Refugiados. Dessa forma, a direção está clara. O Canadá quer usar a “captura digital” em vários processos. Isso inclui o própria eTA e também o visto de turista.
Segundo o texto oficial, essa captura permitiria uma coleta remota de dados do passaporte. O sistema preencheria os formulários sozinho. Erros de digitação seriam reduzidos de forma drástica. Além disso, o passaporte seria autenticado no exato momento da solicitação.
Menos Problemas no Embarque e Mais Segurança
Para o viajante, a vantagem pode ser enorme. Imagine chegar no aeroporto e descobrir que um número errado no eTA impede seu embarque. Essa situação frustrante é mais comum do que parece. Com a leitura digital, esse risco cai bastante. As informações ficam fiéis ao que está escrito no documento.
O IRCC também observa o apoio das companhias aéreas a essa direção. As empresas acreditam que dados mais precisos podem diminuir os casos de passageiros barrados por erros bobos no visto ou na autorização. É uma mudança técnica que afeta diretamente a tranquilidade da sua viagem

Dois Caminhos Possíveis: Upload ou Aplicativo Próprio
Como isso funcionaria na prática? Existem dois cenários bem prováveis sendo considerados. O primeiro, e talvez o mais fácil de aplicar rápido, envolve uma etapa de upload. O viajante tiraria uma foto da página de identificação do passaporte. Ou então enviaria o arquivo pelo portal eTA.
Com essa imagem, o sistema lê a Zona de Referência (MRZ). Em seguida, preenche os campos automaticamente. Isso elimina a dependência da digitação manual. Por um lado, a chance de erro cai a zero. Por outro lado, a identificação fica muito mais sólida. Afinal, ela se baseia diretamente no documento físico.
O segundo caminho é mais amplo. Poderia surgir um aplicativo oficial para celular. Nesse modelo, seu telefone vira a ferramenta principal. A câmera captura a página biográfica. O chip do passaporte eletrônico é lido por NFC. O IRCC não confirma um app novo. Contudo, a lógica técnica descrita deixa essa porta totalmente aberta.
Vale lembrar que países como EUA, Austrália e Nova Zelândia já usam padrões assim. O Canadá se alinha a um movimento internacional onde a verificação de identidade depende cada vez mais de ferramentas digitais
O Equilíbrio entre Segurança e Simplicidade
Oficialmente, o IRCC vê nisso uma forma de melhorar a qualidade dos dados e a gestão de identidade. Mas o departamento também reconhece os desafios. Haverá uma etapa a mais para o solicitante. E isso pode trazer custos adicionais.
O setor de turismo canadense fica de olho nesse impacto. A grande preocupação é não afastar visitantes. Afinal, a força do eTA sempre foi sua rapidez. O processo atual é simples: passaporte em mãos, preenchimento online e uma taxa de 7 dólares canadenses. O portal oficial hoje não exige cópia do documento como regra geral.
O verdadeiro desafio está aí. É preciso tornar o eTA mais confiável sem destruir o que ele tem de melhor. Ou seja, um sistema rápido, leve e totalmente digital. A tecnologia pode ajudar. Mas a experiência do usuário precisa continuar amigável. O futuro do eTA promete ser mais tecnológico. Resta saber se ele será igualmente descomplicado.
Brasileiros e a Isenção de Visto: As Regras Atuais
Para os viajantes brasileiros, a boa notícia é que o Canadá mantém a isenção de visto para turismo. Porém, isso vale apenas para quem atende a um requisito simples. Você pode solicitar apenas o eTA se tiver tido um visto canadense nos últimos 10 anos. Outra possibilidade é ter um visto de não imigrante válido dos Estados Unidos. Se você se encaixa em um desses dois casos, o eTA continua sendo o caminho rápido. Caso contrário, será necessário solicitar o visto de visitante tradicional antes de embarcar.





















