Publicação atualizada em 15 de fevereiro de 2026 por Gil Mapas
O Avião Solidário da LATAM transporta gratuitamente primatas da Amazônia para o Rio de Janeiro e Minas Gerais, apoiando a conservação de espécies sob risco no país.
Direto ao Ponto
Avião Solidário LATAM Transporta Primatas da Amazônia para Conservação
Dois primatas resgatados na floresta amazônica cruzaram o Brasil recentemente em uma operação estratégica de conservação da fauna silvestre. Atualmente, os animais iniciam uma nova fase de vida graças ao apoio logístico do programa Avião Solidário da LATAM. A companhia realizou o transporte gratuito de um sauim-de-coleira, espécie que enfrenta risco crítico de extinção, com destino ao Rio de Janeiro. Simultaneamente, a empresa levou uma fêmea de macaco-aranha-de-cara-vermelha para o estado de Minas Gerais. O Centro de Triagem de Animais Silvestres do Amazonas (Cetas-AM) e o Ibama coordenaram toda a logística da ação.

Com toda a certeza, o transporte aéreo representa um recurso essencial para assegurar o bem-estar total dos primatas durante o deslocamento. Nesse sentido, o Avião Solidário da LATAM reduziu drasticamente o tempo de viagem entre Manaus e as regiões Sudeste e Leste. Dessa forma, as equipes evitaram trajetos terrestres exaustivos que durariam quase três dias, o que minimizou o estresse físico e psicológico dos animais.
Do Resgate à Conservação da Espécie
No que diz respeito ao sauim-de-coleira, trata-se de uma espécie endêmica da região de Manaus e uma das mais ameaçadas do planeta. O animal desembarcou em solo carioca na sexta-feira (30/1) para integrar o Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ). Esta instituição atua diretamente vinculada ao Plano de Ação Nacional (PAN). Anteriormente, em junho de 2025, equipes de resgate localizaram o animal ferido e abandonado em uma área do INPA. Logo após o resgate, o Cetas-AM ofereceu todos os cuidados veterinários necessários. Consequentemente, os especialistas consideraram o primata apto para contribuir com a preservação da espécie após sua recuperação completa.
Além disso, o programa Avião Solidário viabilizou a transferência de uma fêmea de macaco-aranha-de-cara-vermelha. Embora esta espécie amazônica não figure na lista de extinção iminente, ela integra a Convenção Cites sobre comércio internacional de fauna ameaçada. A primata chegou em Minas Gerais na quinta-feira (29/1). Por outro lado, esta fêmea possui um histórico distinto, pois vivia em cativeiro doméstico irregular como animal de estimação até maio de 2025. Agora, após passar pelo Cetas-AM, ela reside no Santuário Onça Pintada, um renomado criadouro conservacionista mineiro.

Portanto, sempre que existe viabilidade técnica, biólogos e veterinários monitoram os animais e os preparam para uma futura reintrodução à natureza. No cenário atual, ambos os indivíduos desempenham um papel crucial na conservação ex situ (fora do habitat original) de suas respectivas linhagens.
Avião Solidário: 14 Anos Conectando Vidas
Com 14 anos de trajetória sólida, o Avião Solidário da LATAM apresenta números expressivos de impacto social e ambiental no Brasil:
- 868 toneladas de cargas enviadas em missões de apoio humanitário;
- 4,6 mil animais transportados em ações diretas de conservação;
- 282 milhões de vacinas distribuídas contra a Covid-19.
Apenas durante o ano de 2025, o programa movimentou 48 toneladas de doações e transportou 835 voluntários. Ademais, a iniciativa mantém parcerias estratégicas com organizações como Amigos do Bem, SOS Mata Atlântica, Gastromotiva e diversas outras entidades de relevância nacional.
Para encerrar a semana, Jerome Cadier, presidente da LATAM Brasil, celebrou as notícias inspiradoras em sua rede social. Ele destacou que a sagui Mila, ameaçada de extinção, também viajou de São Paulo para o Rio Grande do Sul recentemente. Cadier enfatizou que a LATAM Airlines utiliza toda a sua malha aérea e estrutura logística para transformar viagens que durariam dias em trajetos de poucas horas. Inegavelmente, essas operações demandam um imenso critério técnico e coordenação precisa com órgãos públicos para garantir que cada voo ajude efetivamente a salvar espécies brasileiras.





















