Publicação atualizada em 29 de novembro de 2025 por Gil Mapas
Visitar o tradicionalíssimo Gato que Ri, no Largo do Arouche, realmente transporta a gente para uma atmosfera única. Fundado em 1951 pela imigrante italiana Amélia Montanari, a casa celebra hoje mais de 70 anos de história, resistindo bravamente no centro de São Paulo. Minha chegada ali foi imediatamente acolhedora, afinal, o ambiente familiar permanece vivo.
Direto ao Ponto
- Mudanças e o Legado Preservado
- A Experiência Pessoal com o Garçom Vavá
- A Tradição da Fábrica de Massas
A Jornada de Amélia e a Origem do Nome
Primeiramente, a história de Amélia Montanari fascina. Ela embarcou da Itália trazendo na bagagem suas preciosas receitas de família e, além disso, a inspiração para o nome do restaurante. Então, Amélia abriu a cantina, estabelecendo rapidamente um ponto de referência para a autêntica culinária italiana. Com efeito, o nome “O Gato que Ri” nasceu de um restaurante italiano que existia perto de onde ela morava na sua terra natal. Ela simplesmente “importou” o nome para o português e, consequentemente, a imagem icônica do gatinho sorrindo que vemos no salão — uma gravura que ela trouxe de navio para o Brasil. No entanto, a trajetória da fundadora teve um fim trágico em 1983, quando ela foi assassinada em seu apartamento acima do restaurante, um crime que até hoje permanece sem solução, gerando mistério e comoção.

Mudanças e o Legado Preservado
Posteriormente, o restaurante enfrentou um incêndio devastador em 1989. Apesar disso, ele ressurgiu e mudou de proprietários. Dessa forma, em 1992, o controle passou para a família Alves, que atualmente também detém parte da conhecida Rede Graal. Porém, apesar das mudanças na gestão, a casa manteve o legado de Amélia, preservando os clássicos do cardápio e a tradição. Assim, o Gato que Ri segue forte, com a sua fábrica de massas e o molho de tomate artesanal feito diariamente na própria cozinha, garantindo o sabor original.

A Experiência Pessoal com o Garçom Vavá
De fato, minha experiência gastronômica ali foi marcada pelo atendimento impecável de Vavá, um senhor que serve clientes no Gato que Ri por mais de 35 anos. Ele demonstrou uma simpatia e um conhecimento da casa inigualáveis, inclusive foi ele que me contou muitas das histórias da casa. Imediatamente, pedi o famoso Filé à Parmegiana, um clássico. Portanto, recebi um prato farto: o filé empanado e gratinado com queijo, coberto pelo molho especial da casa, acompanhado de arroz, batatas fritas e uma salada de palmito. Antes de tudo, saboreei a entrada: pão, sardela e manteiga. O molho de tomate, feito ali, realmente fez toda a diferença, entregando um sabor caseiro e inconfundível.

A Tradição da Fábrica de Massas
Outrossim, Vavá compartilhou uma curiosidade fascinante sobre as massas. Antigamente, o restaurante mantinha uma linha de produção em uma loja adjacente, onde os clientes podiam observar os masseiros trabalhando pela manhã – uma verdadeira atração. Todavia, por conta das restrições e mudanças causadas pela pandemia, essa linha de frente foi encerrada. Nesse sentido, a fabricação das massas frescas foi transferida para um local fechado, sem acesso ao público. Contudo, o restaurante continua produzindo suas massas frescas diariamente e também o seu molho artesanal, mantendo a qualidade que Amélia Montanari trouxe da Itália. O Gato que Ri não é apenas um restaurante, mas um pedaço vivo da história italiana em São Paulo























