Publicação atualizada em 20 de fevereiro de 2026 por Gil Mapas
Entenda por que as regras da TSA mudam conforme o aeroporto nos EUA. Saiba como o TSA PreCheck e scanners 3D facilitam sua viagem e evitam filas na segurança.
Direto ao Ponto
- A Regra Oficial: Por Que Retirar o Laptop?
- Scanners de Tomografia Computadorizada (TC)
- Conveniência Paga: TSA PreCheck e CLEAR
- Acesso para Brasileiros: O Caminho via Global Entry
- Conclusão
A Frustração na Segurança dos Aeroportos Americanos
Viajar pelos Estados Unidos exige paciência, especialmente ao enfrentar os postos de controle da TSA (Transportation Security Administration). Certamente, poucas experiências superam a frustração de não saber exatamente quais itens remover da bagagem de mão. Embora os passageiros compreendam a necessidade das precauções de segurança, a falta de padronização gera dúvidas constantes. Você deve retirar os sapatos? O cinto precisa sair? Os bolsos devem estar completamente vazios?Acima de tudo, a dúvida mais recorrente envolve os eletrônicos. Frequentemente, os agentes solicitam que você coloque o laptop em uma bandeja separada, mas essa regra parece variar de um aeroporto para outro. Essa inconsistência ocorre devido à transição tecnológica nos aeroportos e aos diferentes níveis de triagem dos passageiros.
A Regra Oficial: Por Que Retirar o Laptop?
Oficialmente, a TSA exige que você retire o laptop da mala para a inspeção de raio-X há pelo menos duas décadas. Essa medida permite que o agente de segurança visualize o dispositivo com total clareza. Como os componentes internos dos computadores são densos, eles podem bloquear a visão de outros itens perigosos na bagagem. Em 2022, a agência inclusive ampliou essa norma para qualquer eletrônico maior que um celular, como tablets e consoles de jogos. Portanto, a regra padrão ainda é a separação dos dispositivos, visando garantir que nenhum material suspeito passe despercebido pela tecnologia 2D convencional.

Scanners de Tomografia Computadorizada (TC)
Por outro lado, você encontrará aeroportos modernos que dispensam a remoção do laptop. Isso acontece porque essas unidades utilizam scanners de tomografia computadorizada (TC) em vez do raio-X tradicional. Enquanto as máquinas antigas produzem apenas imagens bidimensionais, a tecnologia de TC gera visões em 3D detalhadas. Consequentemente, os operadores conseguem rotacionar a imagem digitalmente para analisar o conteúdo da mala sob qualquer ângulo. Graças a essa precisão, a TSA permite oficialmente que os eletrônicos permaneçam dentro das mochilas onde esses novos scanners operam.
Conveniência Paga: TSA PreCheck e CLEAR
Além da tecnologia, existe o fator da conveniência paga. Serviços como o TSA PreCheck e o CLEAR Plus oferecem uma experiência de triagem acelerada. Ao aderir a esses programas, o viajante passa por uma verificação de antecedentes prévia, sendo classificado como “passageiro de baixo risco”. Como benefício direto, esses usuários mantêm sapatos, cintos e casacos leves no corpo. Além disso, eles não precisam remover líquidos ou laptops da bagagem de mão, agilizando drasticamente o fluxo nas filas de segurança.
Acesso para Brasileiros: O Caminho via Global Entry
É importante ressaltar um ponto crucial para viajantes internacionais: atualmente, o acesso ao TSA PreCheck para brasileiros só é disponível via inscrição no Global Entry. Embora o PreCheck seja um programa focado em voos domésticos nos EUA, o governo americano vincula o benefício aos membros do Global Entry
Dessa forma, o cidadão brasileiro deve primeiro se inscrever no Global Entry, pagar as taxas devidas e realizar a entrevista com o serviço de imigração (CBP). Uma vez aprovado, o viajante recebe um Known Traveler Number (KTN). Ao inserir esse número em suas reservas de passagens, o selo do TSA PreCheck aparecerá no cartão de embarque, liberando todas as facilidades mencionadas, como manter o laptop na mala e os sapatos nos pés.
Conclusão
Em suma, a necessidade de retirar o laptop depende exclusivamente do equipamento disponível no aeroporto ou do seu status de viajante frequente. Enquanto a tecnologia 3D não se torna onipresente, estar preparado para ambas as situações evita estresse desnecessário. Se você viaja com frequência para os EUA, investir no Global Entry é a escolha mais inteligente para garantir previsibilidade e conforto em sua jornada.





















