Publicação atualizada em 22 de fevereiro de 2026 por Gil Mapas
Saiba tudo sobre a suspensão do Global Entry e como isso afeta a chegada de brasileiros aos EUA. Entenda as novas filas e a situação atual do TSA PreCheck hoje.
Direto ao Ponto
- A diferença entre o Global Entry e o TSA PreCheck na prática
- Como a logística aeroportuária será afetada daqui para frente
- O impacto das decisões governamentais no fluxo de turismo
- O que o brasileiro deve fazer agora?
O cenário atual para o viajante brasileiro nos Estados Unidos
Viajar para os Estados Unidos exige planejamento, contudo, as recentes decisões do Departamento de Segurança Interna (DHS) adicionaram uma camada extra de complexidade para os turistas brasileiros. Se você possui a aprovação do Global Entry, precisa compreender que, no momento, a funcionalidade prática do programa está interrompida. Consequentemente, mesmo portando o benefício, o passageiro brasileiro deve se preparar para enfrentar as filas convencionais de imigração nos aeroportos americanos, uma vez que o processamento acelerado via quiosques automáticos está temporariamente indisponível para todos.
Ademais, é fundamental distinguir as duas suspensões que cercam o Brasil.
Primeiramente, existe a suspensão de novas inscrições para brasileiros, que já perdura há algum tempo e impede que novos cidadãos do Brasil solicitem o benefício. Em segundo lugar, surge esta nova medida, que afeta quem já é membro. Portanto, enquanto a primeira trava a entrada de novos participantes, a segunda paralisa o uso efetivo do serviço por quem já pagou as taxas e realizou as entrevistas. Dessa forma, o viajante brasileiro encontra-se em um “limbo” operacional, onde o acesso privilegiado foi removido sem previsão de retorno imediato enquanto durar esse novo Shutdown do Governo Norte Americano.

A diferença entre o Global Entry e o TSA PreCheck na prática
Embora o anúncio inicial do governo americano tenha sugerido o encerramento temporário de ambos os programas de segurança, a situação evoluiu de forma distinta para cada um. No que diz respeito ao TSA PreCheck, que foca na triagem de segurança dentro dos aeroportos (raio-X e inspeção de bagagem), a agência voltou atrás. Por outro lado, o Global Entry, gerido pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), permanece suspenso.
Essa distinção é crucial porque impacta momentos diferentes da sua viagem. Enquanto o TSA PreCheck facilita a sua entrada em voos domésticos dentro dos EUA ou para conexão internacional, o Global Entry é o que garante uma entrada rápida no país. Devido à manutenção da suspensão do Global Entry, brasileiros que chegarem de voos internacionais à partir de São Paulo, Rio de Janeiro ou outras capitais serão redirecionados para as filas comuns. Certamente, isso resultará em um tempo de espera significativamente maior, exigindo que o viajante tenha paciência redobrada ao desembarcar em hubs movimentados como Miami, Nova York ou Orlando.

CRÉDITO: gmapas.com
Como a logística aeroportuária será afetada daqui para frente
Inegavelmente, a desativação do Global Entry gera um efeito cascata. Com mais de 13 milhões de usuários ativos impedidos de usar os quiosques, o volume de pessoas nas cabines de oficiais da imigração aumentará drasticamente. Para o brasileiro, isso significa que a chegada, que antes poderia levar cinco minutos, agora pode ultrapassar duas horas em períodos de pico. Além disso, as companhias aéreas e associações do setor já alertaram que o curto prazo do aviso impede uma organização logística adequada por parte dos passageiros.
Entretanto, há um alento no que tange ao TSA PreCheck. Como o serviço foi mantido após protestos da indústria aérea e de serviços e turismo, o brasileiro que possui esse benefício (muitas vezes atrelado ao Global Entry) ainda poderá desfrutar de filas menores na segurança interna. Todavia, a TSA informou que avaliará caso a caso se houver falta de pessoal, o que sugere que o serviço pode apresentar instabilidades. Portanto, a recomendação é chegar ao aeroporto com maior antecedência do que o habitual, garantindo que imprevistos operacionais não causem a perda de conexões importantes.
O impacto das decisões governamentais no fluxo de turismo
A decisão de suspender esses programas ocorre em um momento de recorde de viagens aéreas, o que agrava a percepção de caos. O Departamento de Segurança Interna justificou a medida como uma forma de “reorientar o pessoal” para o atendimento geral, visando cobrir lacunas operacionais. No entanto, para o mercado brasileiro, que é um dos maiores emissores de turistas para os EUA, essa instabilidade gera insegurança jurídica e logística.
Eventualmente, o viajante pode se questionar se vale a pena manter ou renovar tais programas. É vital perceber que, apesar da suspensão atual, os benefícios de triagem acelerada são pilares da segurança nacional americana. Por isso, a pressão de grupos como a Airlines for America e a U.S. Travel Association é constante para que os serviços normalizem o quanto antes. Enquanto isso não ocorre, o foco do brasileiro deve ser a conformidade rigorosa com a documentação de visto e a preparação para processos de entrada mais lentos e burocráticos.
O que o brasileiro deve fazer agora?
Antes de embarcar, verifique o status do seu voo e monitore as atualizações do CBP (Customs and Border Protection). Visto que a situação é volátil, novas diretrizes podem surgir a qualquer momento. Sem o quiosque do Global Entry, a interação com o agente será mais detalhada. Em suma, a estratégia atual é a antecipação. Embora você não possa controlar a suspensão, pode controlar como se prepara para a fila que encontrará ao chegar em solo americano.
















