Sri Lanka anuncia isenção de visto para 40 países

Bandeira do Sri Lanka tremulando em uma praia tropical ao pôr do sol com pescadores tradicionais sobre estacas ao fundo.

Publicação atualizada em 1 de abril de 2026 por Sara

Sri Lanka acelera isenção de visto para 40 países após queda no turismo. Entenda como a medida impacta viajantes, inclusive brasileiros.

Direto ao Ponto


Cenário atual: por que o Sri Lanka decidiu acelerar a isenção de vistos?

O Sri Lanka resolveu acelerar um plano antigo: a isenção de vistos para cidadãos de 40 países. A decisão acontece em meio a uma desaceleração do turismo, causada principalmente pelas tensões no Oriente Médio. Com menos voos e mais cancelamentos, o país sentiu a necessidade de agir rápido.

Diante disso, o governo decidiu retomar uma ideia que já estava em discussão desde 2024. Agora, porém, o cronograma ficou mais apertado. O objetivo é aprovar ainda em abril a entrada gratuita para turistas de diversos países, incluindo nações da Europa, Ásia e Américas.

Impacto do conflito no Oriente Médio sobre o turismo local

Para entender a pressa, basta olhar os números. O ministro do Turismo, Vijitha Herath, afirmou que o país registrou uma queda de 15% na chegada de turistas por causa do conflito regional. Entre 1º e 25 de março, por exemplo, o Sri Lanka recebeu 151.693 visitantes. Esse total representa uma queda de 22% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Além disso, a média diária de turistas também caiu. Enquanto no ano passado o país recebia cerca de 7.407 visitantes por dia, agora essa média é de apenas 6.068. Até mesmo o melhor dia do período, com 7.318 chegadas, ficou abaixo do que se considera normal para a época.

O ritmo anual ainda é positivo, mas há desafios

Apesar desse momento difícil, a trajetória do turismo no Sri Lanka ainda mostra crescimento. Nos primeiros três meses do ano, o país ultrapassou a marca de 700 mil visitantes. Foram 708.348 chegadas, um aumento de 4,45% em relação ao ano anterior.

Esse resultado foi puxado pelo começo forte do ano. Na época, a situação geopolítica ainda não havia se agravado. Por isso, o governo aposta que a isenção de vistos pode ajudar a manter o ritmo de recuperação, mesmo com os desafios externos.

Países que já têm isenção e os novos beneficiados

Atualmente, sete países já contam com a autorização eletrônica de viagem (ETA) gratuita. São eles: China, Índia, Indonésia, Japão, Malásia, Rússia e Tailândia.

Agora, a proposta é ampliar esse benefício para mais 33 nações.

Entre os novos países estão Austrália, Canadá, Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido, Suíça e Turquia. A lista completa inclui ainda nações do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos. Mas a lista não inclui o Brasil.

Montagem fotográfica das paisagens do Sri Lanka incluindo a Rocha de Sigiriya, campos de chá em Nuwara Eliya, elefantes selvagens e o trem azul de Ella.
Uma jornada visual pelo Sri Lanka: da majestosa fortaleza de Sigiriya às plantações de chá verdejantes e praias paradisíacas. Crédito: gmapas.com

O que muda para os brasileiros?

Vale lembrar que, assim como em outros países, o Sri Lanka exige visto para entrada de turistas brasileiros. Atualmente, brasileiros ainda precisam solicitar o ETA antes da viagem. Essa regra também se aplica ao Brasil, ou seja, quem mora por aqui e deseja visitar o Sri Lanka deve ficar atento aos trâmites.

Com a nova medida, o país busca facilitar a entrada de turistas de mercados estratégicos. A ideia é clara: reduzir barreiras burocráticas para estimular a chegada de visitantes em um momento de queda no fluxo aéreo.

Estratégia de recuperação e próximos passos

Ao isentar as taxas de visto, o Sri Lanka utiliza uma estratégia já conhecida no turismo mundial. Muitos destinos adotam essa tática quando enfrentam quedas temporárias no número de visitantes. No cenário atual, porém, a medida ganha um peso ainda maior.

Isso porque o setor de turismo vive um momento de virada. A recuperação pós-pandemia agora dá lugar a novas incertezas, ligadas principalmente às tensões geopolíticas e seus reflexos na conectividade aérea.

A grande questão é se a aceleração desse plano conseguirá trazer resultados rápidos. O sucesso da medida vai depender de vários fatores, começando pela estabilidade dos corredores aéreos internacionais. Enquanto isso, o governo segue trabalhando para finalizar o programa e enviá-lo ao Gabinete ainda nesta semana, com a meta de aprovação em abril.

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