Publicação atualizada em 28 de fevereiro de 2026 por Gil Mapas
O Google Mapas agora funciona na Coreia do Sul, uma ótima notícia para os viajantes brasileiros. O governo liberou dados precisos em 2026, facilitando sua viagem.bertura
Direto ao Ponto
- Entenda as Novas Regras de Segurança e Privacidade
- O Fim da Dependência de Aplicativos Coreanos
- Impactos Econômicos e Geopolíticos da Decisão
- Por que o Google Mapas não funcionava na Coreia do Sul?
A Revolução da Navegação Digital na Coreia do Sul
A partir de agora, o viajante brasileiro encontra um cenário tecnológico renovado ao desembarcar em solo coreano. Após quase duas décadas de negociações intensas e restrições severas, o governo da Coreia do Sul finalmente autorizou o compartilhamento de dados cartográficos de alta precisão com o Google. Essa decisão histórica, oficializada em 27 de fevereiro de 2026 pelo Ministério do Território, Infraestrutura e Transporte, encerra um longo período de “apagão” digital para estrangeiros, inclusive brasileiros que dependiam do ecossistema Google.
Certamente, essa mudança altera profundamente a logística de quem visita o país. Anteriormente, o Google Mapas operava de forma rudimentar, oferecendo apenas mapas de baixa resolução e sem suporte para navegação em tempo real. Por consequência, turistas brasileiros precisavam dominar interfaces complexas de aplicativos locais ou enfrentar o risco de se perder em metrópoles vibrantes como Seul e Busan.
Entenda as Novas Regras de Segurança e Privacidade
Embora a abertura seja ampla, o governo sul-coreano estabeleceu critérios rígidos para proteger a segurança nacional. É importante notar que o país permanece tecnicamente em estado de guerra com a Coreia do Norte. Por esse motivo, o Google concordou em seguir protocolos específicos para operar os novos dados de escala 1:5.000.
Em primeiro lugar, a empresa deve ocultar sistematicamente todas as instalações militares e prédios governamentais sensíveis tanto no Street View quanto nas imagens de satélite do Google Earth. Além disso, o processamento dos dados brutos ocorre obrigatoriamente em servidores localizados dentro do território sul-coreano, garantindo que o governo mantenha a soberania sobre as informações geográficas. Por outro lado, o Google recebeu permissão para exportar dados essenciais de malha viária e trânsito, o que permite o funcionamento do cálculo de rotas em tempo real.
O Fim da Dependência de Aplicativos Coreanos
Até então, a jornada de um brasileiro na Coreia do Sul exigia o download imediato de ferramentas como Naver Maps ou Kakao Map. Apesar de serem softwares excelentes e robustos, a barreira do idioma e a lógica de busca coreana frequentemente frustravam o usuário ocidental. Com a atualização do Google Mapas, essa barreira desaparece.
Agora, o turista utiliza sua própria conta, com locais salvos e histórico de preferências, para explorar o país. Adicionalmente, a integração com o Google Tradutor e as avaliações da comunidade global tornam a descoberta de restaurantes e pontos turísticos muito mais orgânica. Portanto, o brasileiro ganha autonomia total para caminhar pelas ruas de Myeong-dong ou planejar trajetos de ônibus em Jeju sem medo de erros de tradução.
Impactos Econômicos e Geopolíticos da Decisão
A mudança de postura de Seul não ocorreu por acaso. Durante anos, o governo dos Estados Unidos classificou as restrições cartográficas como barreiras comerciais não tarifárias. Desse modo, a pressão diplomática, somada ao desejo da Coreia do Sul de atrair mais nômades digitais e turistas, acelerou a aprovação.
Sob o ponto de vista econômico, a Coreia do Sul deixa o isolamento digital que compartilhava com países como China e Rússia onde as ferramentas do Google não funcionam. Com efeito, a entrada do Google Mapas pleno impulsiona o setor de serviços, bares e o comércio local, uma vez que estabelecimentos pequenos agora aparecem com precisão para milhões de usuários globais. Consequentemente, o turismo sul-coreano projeta um crescimento sustentável, facilitado pela acessibilidade tecnológica.
Para compreender a magnitude desta notícia, é necessário olhar para o passado. Desde 2007, Seul negava sistematicamente os pedidos da gigante tecnológica para acessar mapas detalhados. O motivo central residia na Lei de Segurança Nacional e na proteção de segredos de Estado contra a Coreia do Norte.
Basicamente, o governo sul-coreano proibia a exportação de dados cartográficos de alta precisão para servidores estrangeiros. Eles temiam que, se o Google processasse esses mapas fora do país, agentes norte-coreanos pudessem utilizar as informações para identificar coordenadas exatas de bases militares e lançar ataques de precisão. Além disso, o Google sempre se recusou a apagar imagens de satélite de locais sensíveis em suas plataformas globais, gerando um impasse que durou quase vinte anos.
Contudo, a evolução das tecnologias de satélite comerciais tornou as restrições obsoletas, visto que imagens de alta resolução já estavam disponíveis em outras plataformas. Diante desse cenário e da necessidade de modernização para o turismo, o governo finalmente cedeu, permitindo que o Google operasse dentro das normas de segurança locais. Agora, o Brasil e o mundo podem navegar pela Coreia com total transparência e segurança





















